quarta-feira , 25 abril 2018
Home / Geral / O DIA DO “NÃO FICO! “: PMDB ROMPE COM O GOVERNO DILMA

O DIA DO “NÃO FICO! “: PMDB ROMPE COM O GOVERNO DILMA

O PMDB anunciou o rompimento oficial com o governo Dilma Rousseff, na tarde desta terça-feira (29), em reunião do diretório nacional da legenda. A votação foi feita por aclamação dos integrantes do partido, com parlamentares levantando em peso favoráveis à medida, que encerra uma aliança rachada desde a reeleição da presidente, em 2014. A reunião, de menos de cinco minutos, foi presidida pelo senador Romero Jucá (PE), que assumiu o comando do histórico momento do rompimento para evitar maiores constrangimentos entre o vice Michel Temer, presidente nacional do PMDB, e a presidente Dilma Rousseff.

Ovacionada pelos peemedebistas comPMDB gritos de “fora PT”, a moção que aprovou o fim da aliança de 13 anos entre os partidos também inclui a entrega de todos os cargos do PMDB no governo federal.  Atualmente, o partido ocupa seis ministérios: Kátia Abreu (Agricultura), Mauro Lopes (Aviação Civil), Helder Barbalho (Portos), Marcelo Castro (Saúde), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Celso Pansera (Ciência).

No encontro, na Câmara dos Deputados, estavam presentes vários caciques do partido, incluindo o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – réu no Supremo Tribunal Federal e julgado por quebra de decoro parlamentar por seus pares no Conselho de Ética –, responsável por acatar o pedido de impeachment contra Dilma. Temer (PMDB) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no entanto, não compareceram.

Impeachment ganha força
A saída do PMDB da base aliada pode ser considerada a grande derrota sofrida pelo governo em um ano marcado pela abertura do processo de impeachment contra a presidente, duas semanas atrás, e por sucessivos impedimentos a Luiz Inácio Lula da Silva de assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil – empurrado ao ex-presidente após ele ter sido obrigado a prestar depoimento à Polícia Federal, em 4 de março.

O rompimento reforça as chances de mais deputados do partido abandonarem o apoio a Dilma, aumentando ainda mais a possibilidade de impeachment da presidente. A previsão é que o processo vá para votação em Plenário em 17 de abril, sendo necessário o apoio de 2/3 dos 513 parlamentares da Câmara para afastar Dilma do cargo.

Presidente nacional do PSDB, Aécio Neves afirmou nesta terça-feira que o desembarque do PMDB, que já tinha muitos deputados apoiando o impeachment, “fecha o caixão da gestão petista”. A opinião é compartilhada por lideranças dos principais partidos em atividade no Congresso Nacional, que acreditam em uma debandada geral de apoiadores de Dilma a partir de agora.  “O impeachment já é inevitável hoje e a saída do PMDB fragiliza ainda mais o governo. Isso pode causar esse efeito dominó, com outros partidos percorrendo a mesma rota de fuga da base aliada”, avalia Pauderney Avelino, líder do DEM na Câmara.  A definição peemedebista também fortalece como nunca Michel Temer, primeiro na linha sucessória da presidente – seguido por Cunha e o senador Renan Calheiros, também investigado na Lava Jato. Lideranças da oposição, como o próprio Aécio, já anunciaram comprometimento em colaborar com um eventual governo liderado pelo vice.

Informações portal IG

 

 

Comentários

comments

Veja Também

DSC00612

Prefeitura de Novo Machado realiza trabalhos de terraplanagens em apoio a futuros Investimentos no agronegócio

A Prefeitura Municipal de Novo Machado através da Secretaria de Obras e de Agricultura tem ...