domingo , 21 outubro 2018
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Empresa privada apresenta projeto para construção de ponte em Porto Mauá

Em reunião realizada em Porto Mauá na última segunda, 30, e  que contou com várias lideranças regionais, Diretores da empresa I.C.C.A.N.N., que representa um fundo de investimento americano, apresentaram   o projeto de construção de uma ponte internacional. A obra, que prevê a aplicação de 100 milhões de dólares, deve ligar a cidade da Fronteira-Noroeste gaúcha a Alba Posse, na Argentina. Hoje, a travessia internacional é feita por balsas no rio Uruguai. Representante da empresa no Brasil, Enrique Wäebehen afirmou que o recurso está garantido. “O fundo enxeponterga o potencial da região, muito além da ponte. Vislumbramos investimentos também nas áreas de saúde e educação. Temos o olhar social como base do nosso trabalho.”

O presidente da Fundação Pró-Ponte Internacional Porto Mauá/Alba Posse, José Muñoz Garcia, disse que o investimento deve ser 100% privado, mas que depende do aval dos governos brasileiro e argentino. “São 22 anos de fundação na busca pela ponte. Estamos acompanhando de perto os passos dessa nova possibilidade de ter a obra.”

A comunidade questionou sobre a origem do fundo, sua atuação no Brasil, o porquê do investimento na região e a real possibilidade de a ponte ser executada. Alexandre Targa, um dos diretores da empresa, disse que o objetivo é trabalhar de nação para nação. “Teremos retorno do investimento no decorrer do prazo da concessão, porém o que motivou tudo foi a real necessidade da população local. Temos um modelo que quer lucro, mas que considera muito as ações sociais.” Targa revelou que a coordenação do projeto avalia que em 24 meses a ponte já poderia estar em construção, mas, como depende dos governos dos dois países, pode levar mais tempo, por isso não se pode estipular prazos.

A travessia teria seis pistas, rodoviária e ferroviária. O projeto executivo e ambiental está em andamento, elaborado por empresa contratada pelo fundo. Do governo brasileiro, já se tem o aceite, conforme o grupo investidor. O Executivo argentino ainda precisa dar aval à proposta comercial e ao termo referencial do projeto. Após, será finalizado o projeto executivo e os governos podem lançar edital de concessão para construção e exploração comercial. Apesar de ser investimento privado, a contratação para a obra depende de licitação, já que é um projeto binacional e por concessão.

Informações Correio do Povo

Foto Silvio Brasil Facebook

 

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