quarta-feira , 12 dezembro 2018
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Estação Rodoviária de Tuparendi encontra-se desativada

Por Clóvis Medeiros

Três elementos completam o ciclo de qualquer viagem: o ônibus, o passageiro e a Estação  Rodoviária. Certo? Errado. Pelo menos em Tuparendi. Aqui o despacho de volumes, venda de passagens e outros serviços estão suspensos, pelo menos temporariamente. O número de passageiros vem decrescendo, gradativamente, há alguns anos em virtude do fato de que quase todas as famílias possuem veículos próprios, automóveis ou motos. E a preferência pelo transporte particular reduziu a demanda pelo transporte coletivo. Ônibus que circulavam absolutamente lotados, vindos de Bom Princípio, Lajeado Ilhote, Cipriano e outras localidades não conseguiram se manter em atividades devido a baixa lotação. Atualmente, apenas um ônibus mantém a linha ativa, saindo de Bom Princípio, embarcando alunos da rede de ensino e demais passageiros.

Até para cumprir a legislação fica difícil. Tal é a precariedade do sistema que fica impossível exigir que circulem apenas veículos com, no máximo 15 anos de uso. Como o município vai fazer exigência desse gênero se as condições para manter essas linhas em atividades, são absolutamente precárias? Altos custos, baixa arrecadação. Embora a legislação diga que compete ao município organizar, sob regime de concessão os serviços de transporte coletivo de interesse local, pelo _MG_1106-2seu caráter essencial, art.30, inciso V da Constituição Federal. Isso no que se refere ao transporte interno de passageiros, fica impossível fazer imposições aos transportadores.

O repórter do Sentinela foi às ruas conversar com pessoas que vivenciaram a época do surgimento de nosso primeiro terminal rodoviário. Segundo o Frtz, Frederico Gertz, 84 anos, quando ele inaugurou o cinema, no ano de 1952, a rodoviária já existia, na Avenida Mauá, logo abaixo do prédio onde funcionava o cinema. Era através dela que ele despachava e recebia os rolos de filmes. Segundo o senhor Ângelo Patias, hoje com 85 anos, a rodoviária começou a funcionar na década de quarenta, início dela. Cita também como referência a fundação do Hospital Tuparendi no ano de 1946. Portanto a Rodoviária, o Hospital, o Posto Esso, de Gehrardt Roos, exímio tocador de bandoneon, a Casa Mundstock, o moinho de Jacob Emmel são contemporâneos. O senhor Fritz ainda lembrou que o primeiro dono da concessionária foi o senhor Edegar Saueressig, que na época era o proprieetário de uma área de terra onde hoje situa-se a Praça Arnaldo Falster. Foi acordado com o prefeito muncipal da época, que haveria uma permuta daquela área com um terreno onde situa-se atualmente o prédio da nossa Rodoviária.

Conversamos com dona Ivone Turra, filha do pioneiro Edegar Saueressig.  Ela lembrou que havia uma linha de ônibus, que partia de Porto Mauá, com destino a Santo Ângelo. Pertencia a empresa Nedi, pois a proprietária seria a senhora Nedi Chitolina. De Porto Mauá também parte um ônibus cujo destino final é Porto Alegre. Essa linha foi uma conquista do prefeito Celso Kaminski e permanece ativa até os dias de hoje.

As estações rodoviárias começaram a surgir na metade do século passado. No começo haviam paradas, pontos de coleta e desembarque de passageiros em residências, hotéis, restaurantes. O primeiro terminal rodoviário do Brasil surgiu no Rio Grande do Sul, em 1939 na cidade de Vacaria. O idealizador foi o senhor Vespasiano Júlio Veppo, cujo nome podemos ver em uma placa na Estação Rodoviária de Porto Alegre, cujo terminal também é administrado pelos seus descendentes, assim como o de Caxias do Sul. Hoje o maior terminal de ônibus do Brasil está em São Paulo, o fam_MG_1125-2oso terminal Tietê, de onde partem 3000 ônibus por dia transportando 100.000 passageiros.

Voltando a nossa realidade, conclamamos as autoridades responsáveis no sentido que essas providenciem medidas cabíveis para solucionar o desconforto de nossos passageiros. Danilo Fenner, a quem coube a consessão durante 14 anos, falava ao Sentinela do inconveniente de uma Rodoviária fechada. As pessoas precisam de conforto, ambiente limpo, banheiros com higiene condizente, disponibilidade de àgua potável, poltronas confortáveis, venda de passagens, despacho de volumes, segurança, dizia ele. Além de todos os transtornos citados na reportagem há, ainda a negatividade da imagem de nosso município por esse retrocesso. Algumas empresas como Ouro e Prata, Reunidas, Unesul, estão com um novo ponto de referência: Posto Schneider, onde se realiza embarque, desembarque de passageiros e venda de passagens.

 

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