quinta-feira , 19 abril 2018
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Os Atuais continuam preservando tradição de não tocar durante o período de Quaresma

O Grupo Musical Os Atuais completaram em janeiro 48 anos de estrada.  A banda com sede em Tucunduva  é considerada a criadora do gênero “bandinha”, e influenciou o surgimento de centenas de outras bandas principalmente nos estados do sul do Brasil.   Por levarem multidões aos bailes, e pela grande vendas de discos nos áureos tempos do vinil e inicio do CD, foram apelidados de “Os Reis do Baile”.  Quem conhece um pouco da trajetória dos Atuais sabe que o sucesso da banda se deve ao talento de seus profissionais e a forma organizada e honesta  com que a banda trabalha.  Sempre foi assim. Porém existe um fator que talvez seja desconhecido de todos, mas que os músicos da banda, principalmente os mais antigos, reputam como um fator decisivo para que pudessem se manter por tantos anos com tanto sucesso: a fé!  Já afastado dos palcos desde os anos 90, mas  ainda trabalhando como  diretor da banda, Ivar Costa  explica que há anos atrás havia mais respeito com relação a costumes religiosos.  “Mesmo que a gente quisesse não tinha como tocar no período da Quaresma, porque simplesmente ninguém promovia baile. Não havia lei pra isso, mas era proibido. Então nós trabalhávamos durante o resto do ano e parávamos durante os quarenta e poucos  dias que durava a Quaresma,  por respeito e por não ter onde tocar mesmo”, explica Ivar, um dos fundadores da banda.  A Quaresma é um período de quarenta dias, subsequentes à Quarta-feira de Cinzas, em que os católicos e algumas outras comunidades cristãs se dedicam à penitência em preparação para a Páscoa.

O período em que Ivar se refere realmente era respeitado anos atrás, no entanto após alguns anos os clubes particulares passaram a não observar mais este período, e hoje em dia praticamente ninguém mais reserva a Quaresma como um período  onde não se promove bailes e festas. São poucas as entidades que ainda preservam a tradição, mas mesmo sociedades ligadas a Igreja Católica já permitem a promoção de eventos durantes estes 40 dias.  Apesar desta “evolução”, e mesmo com muita oferta de trabalho, OS Atuais decidiram continuar respeitando a Quaresma  e optam por gozar um período de férias neste período.  “As coisas sempre deram muito certo pra nós. Claro que fruto do nosso trabalho, mas também porque sempre tivemos muita fé e respeito pelas leis divinas. Como respeitávamos a Quaresma quando começamos, decidimos que deveria continuar assim, e o fato é que graças a Deus somos abençoados. São quase 50 anos de sucesso, praticamente sem percalços”, explica Ivar.

Ivar:  Como respeitávamos a Quaresma quando começamos, decidimos que deveria continuar assim
Ivar: Como respeitávamos a Quaresma quando começamos, decidimos que deveria continuar assim

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