segunda-feira , 20 agosto 2018
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Prefeito de Tuparendi alerta: vai morrer gente na ERS-305

Por Clóvis Correa Medeiros

Quando Juscelino Kubitschek assumiu o governo em 1956, se estendendo ao ano de 1961 criou o slogan “cinqüenta anos em cinco”. Significava que o país entraria numa fase desenvolvimentista, a um ritmo acelerado de crescimento. Muitas coisas boas aconteceram; a indústria automobilística surgiu e avançou consideravelmente.  Foi bom para o Brasil devido a geração de emprego, ingresso a era moderna, a industrialização. No entanto, o governo deu prioridade, a partir daquele momento, a infra-estrutura rodoviária. Num país de dimensões continentais a prioridade deveria ser o transporte ferroviário. Num país detentor de grandes rios e oceanos deveríamos dar atenção ao transporte fluvial. Não foi o que ocorreu. O governo passou a construir extensas rodovias, pontes, viadutos, duplicou estradas, pavimentou milhares de quilômetros de estradas, o que otimizou o fluxo de caminhões e outros veículos mas sempre em detrimento de outras formas de transporte de passageiros e de cargas, que inclusive, eram mais baratas.

                Deu no que ders 305 1eu; ferrovias sucateadas, transporte fluvial obsoleto, saturação do transporte rodoviário. Hoje computamos milhares de mortes por acidentes em nossas rodovias, além de  prejuízos imensos. No ano de 2017 tivemos mais de cem mil acidentes com oito mil mortes. Um levantamento do DNIT, Departamento de Infra-estrutura de Transporte Terrestre, informa que 65% das rodovias brasileiras estão em condições regulares, ruins ou péssimas. E o pior é que a deterioração da qualidade das estradas cresce num ritmo alarmante, sem que as providências sejam tomadas na mesma velocidade. Falta de placas, sinalização precária, acostamentos deteriorados ou inexistentes.

                O prefeito Leonel Petry manifestou sua preocupação com as péssimas condições da rodovia estadual RS-305, no trecho que liga Tuparendi a Tucunduva. O trecho mais perigoso está naquele que cruza em frente à cidade de Tuparendi, desde o trevo de acesso a Porto Mauá, passando pela Vila Glória, até a localidade de Campininha. Aquela pavimentação foi feita ainda nos anos setenta, há mais de quarenta anos, portanto. Agravado pelo trânsito intenso de veículos de passageiros e de carga e sem manutenção adequada a situação só tende a piorar. Crateras enormes e em sequência deixam poucas opções aos motoristas que, buscando o acostamento como área de escape não o encontram ou está pior do que a faixa central.

                O risco de acidentes é iminente, disse o prefeito de Tuparendi. Não é por falta de alerta. Leonel já esteve em contato com o superintendente da décima ers 305 2quarta SR, sediada em Santa Rosa. Procurou pessoalmente   Ricardo Klein Nogroth, efetuou rotineiramente  ligações telefônicas, obtendo sempre a mesma resposta: não temos recursos para a aquisição de materiais, nem previsão de dotação orçamentária para tal aquisição. Nenhuma perspectiva. Tomando conhecimento da situação, uma empresa de Santa Rosa, a ENFASE, procurou o prefeito e colocou a disposição, de forma gratuita, algumas toneladas de asfalto para resolver o problema através de uma Operação Tapa buracos. Faria uma doação ao DAER. Pasmem! A burocracia não permite. Aspectos legais impedem tal doação.

                Quem transitar pela rodovia poderá notar que há dias atrás aconteceu um mutirão onde funcionários do DAER, colocaram pó de brita para maquiar aquele “solo lunar”. Valeu a intenção, mas de boas intenções o inferno está cheio. Medidas paliativas não resolvem. A primeira chuva levou embora o material. ___Onde está indo o dinheiro dos nossos impostos? Esse questionamento foi feito pelo motorista de um Gol modelo 1993 que este repórter encontrou à margem da rodovia, esperando socorro de um mecânico, após ter uma ponta de eixo quebrada quando caiu em uma cratera.

 

 

 

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