terça-feira , 25 setembro 2018
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Tuparendienses participam da Biogás Convention na Alemanha

A Alemanha lidera nos aspectos da tecnologia em biogás. Liderança essa que, naturalmente, se estende a nível global, consolidando o país como um modelo a ser seguido. Logo após a Segunda Guerra Mundial, na década de cinqüenta, aquele país iniciou os trabalhos de pesquisa usando esterco na geração de energia. As pequenas propriedades, que possuíam em média até vinte vacas leiteiras, serviram de incubadoras dos projetos, custeados inicialmente pelas Universidades e já nos anos de 1980, o governo alemão passa a incrementar os trabalhos de pesquisa.

Num primeiro momento era utilizado somente o esterco animal mas evoluíram para a utilização de diversos substratos, além dos dejetos animais, verificando qual a combinação produzia o biogás com maior concentração de metano. Atualmente, a Alemanha é o país onde há mais biodigestores implantados no mundo, com os padrões mais modernos do planeta, com a utilização de computadores no controle da quantidade e da qualidade do gás.

Clóvis Medeiros, um dos participantes da Feira lembra de quando se instalaram os primeiros biodigestores, inclusive no município de Tuparendi. Não havia tecnologia adequada, a pesquisa era inexistente ou muito precária, não havia uma assistência técnica segura nem financiamento. Havia apenas um depósito onde se jogava a matéria, com uma lona cobrindo tudo e as bactérias que se virassem. Nunca poderia ter dado certo. Hoje existem misturadores, aquecedores, trituradores da matéria onde se utiliza até ultra-som para quebrar a partícula, alimentam-se as bactérias com selênio e cobalto, utiliza-se tanques de inox para evitar a corrosão, enfim, utiliza-se tecnologia de última geração. Além disso, estão usando o gás carbônico na fabricação de cervejas e refrigerantes.

Tantas razões levaram a tomada de decisão de visitarmos a Feira do Biogás na Alemanha. O diretor de agricultura da prefeitura municipal de Tuparendi foi convidado pelo Grupo de Trabalho que é liderado pela deputada Zilá Breintenbach. A equipe foi composta por professores pesquisadores de Universidades e ainda por Marjorie Ghellar, sócia proprietária da Fazenda Bonsucesso, de São Marcos, que demonstra interesse na instalação de um biodigestor. Não houveram custos com a viagem para nenhum órgão público.

O Brasil é um país onde a pesquisa ainda é muito incipiente. Mas a produção de biogás como mais um elemento de suplementação de energia, a produção de biofertilizantes para a propriedade ou até a venda dos excedentes, além da destinação correta dos dejetos produzidos pelo rebanho, que deixam de contaminar o lençol freático, são razões de sobra para intensificarmos a pesquisa e o fomento desse tema que é um dos itens principais da base do desenvolvimento sustentável.

Há esperanças. Pela primeira vez na história deste país um órgão político cumpre seu papel, a função de agregar outras instituições como universidades, produtores, assistência técnica e órgãos financiadores. A concepção do projeto Matriz Produtiva dos Biodigestores  ocorreu graças ao Parlamento do Rio Grande do Sul, através da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo3

Clóvis Medeiros

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