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Clóvis Medeiros: Chico Barcelos construiu uma sólida carreira de comunicador

                No dia 04 de Novembro ele completaria 63 anos. Centenas de amigos e admiradores lamentaram a morte do Chico Barcelos. Ele tinha muitos fãs, ouvintes que se acostumaram com sua voz característica na Rádio Mauá. Seguro, calmo, inteligente, perspicaz nas entrevistas. Profundo conhecedor de músicas. Fazia amigos com facilidade.

                Nascido em Porto Mauá, ainda muito jovem fazia o papel de speak no cinema daquela cidade. Anunciava os filmes que seriam apresentados. Assim, o gosto pelo microfone dominou o garoto.  Por um breve espaço de tempo foi cobrador de ônibus, depois assumiu como motorista da empresa Agaltur. Mas Chico não esquecia de sonho de guri. E, um dia estreou como locutor na Rádio Mauá, de Tuparendi. Saiu de lá há poucos dias, para morrer. Podemos dizer que dedicou uma vida ao rádio. Foi uma das mais importantes figuras do Rádio local e regional. Locutor, técnico de som, comentarista, apresentador. Seu nome impunha respeito no mundo da comunicação da região. Nunca foi coadjuvante, sempre foi considerado o nome principal da emissora de Tuparendi. Impunha respeito pela simpatia, mas também pelo mérito.

                Essa sua paixão associada a dedicação e senso de responsabilidade conquistaram o grande público ouvinte. Em tempos em que a televisão não tinha tanta popularidade, o rádio era uma máquina midiática. E ali Chico reinava com absoluto domínio. Carismático, voz característica, fazia parte da vida das pessoas de Porto Mauá e Tuparendi.  

Chico em 1990, quando estreava em rádio

                A esposa fica viva, embora enferma. Deixa super abaladas suas três filhas e uma neta. Aliás, um dia o Chico falou ao autor deste pequeno texto que o rádio e a família foram as duas coisas mais importantes que aconteceram na vida dele. “A família, porque graças a ela tenho forças para continuar a minha luta pela saúde deficiente, talvez agravada pelo alto consumo de cigarro. Ao rádio, porque devido ao gosto que dedico ao microfone, continuo fazendo o que sempre gostei de fazer”. É fácil justificar a falta que este homem fará à sua imensa platéia, aos colegas radialistas, aos músicos que tanto ele divulgava. Quanto à família, nem dá pra falar.

                Chico Barcelos morreu no dia cinco de Outubro, segunda feira, em Santa Rosa.

                Um brasileiro imenso só pode deixar muita saudades!

                Clóvis Medeiros

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